sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

É no monte ou no templo, o local certo de adoração?



Presbítero e professor de teologia da Igreja
 Assembléia de Deus no Estácio

Rua Hadok Lobo, nº 92 - Pastor Presidente Jilsom
 Menezes de Oliveira



Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus a Paz do Senhor!


Nesta oportunidade nós estaremos meditando na Palavra de Deus no evangelho de  JOÃO 4:23
“MAS VEM A HORA, E JÁ CHEGOU, QUANDO OS VERDADEIROS ADORADORES ADORARÃO O PAI EM ESPÍRITO E EM VERDADE; PORQUE SÃO ESTES QUE O PAI PROCURA
PARA SEUS ADORADORES.”

O capítulo 4 do Evangelho de João, narra o encontro de Jesus com a mulher samaritana. E nesta oportunidade aquela mulher revela a Jesus uma de suas mais profundas dúvidas: O LUGAR ONDE SE DEVERIA ADORAR A DEUS




Seria no templo de Jerusalém?





O local de adoração correto seria no monte?


EM JERUSALÉM OU NO MONTE GEREZIM? Jesus, então, se dirige a ela, com todo carinho e ensina que o importante NÃO É O LOCAL, MAS SIM, A SINCERIDADE DO ADORADOR. Suas palavras a ela são: “...OS VERDADEIROS ADORADORES ADORARÃO O PAI EM ESPÍRITO E EM VERDADE”.


“Portanto O Senhor Jesus transfere a grande ansiedade daquela mulher quanto ao verdadeiro local de adoração para a atitude do adorador”!
A principal missão da igreja não é missões, mas adoração. O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Mas o que é adoração? Jesus disse para a mulher samaritana que o que adoração não é: Em primeiro lugar, a adoração não é centrada em lugares sagrados (Jo 4:20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador. Em segundo lugar, a adoração não pode ser sem entendimento (Jo 4:22).
Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão. Em terceiro lugar, a adoração não pode ser descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3).
Jesus diz, também, para a mulher samaritana o que a adoração é: Em primeiro lugar, a adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo. Em segundo lugar, a adoração precisa ser sincera (Jo 4:24). Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho, sem vida.


I.                   O que significa adoração?

Adoração vem da palavra latina adoratione, que é derivada do verbo adorare, de onde vem o nosso verbo adorar. É um verbo transitivo direto, pois quem adora, adora alguém ou alguma coisa. Segundo o dicionário Aurélio e outros dicionários da mesma qualidade, adoração significa “Culto a uma divindade; Culto, reverência, veneração.”

Muito bem, isto conceitua o termo, mas não nos explica, de forma prática, como a adoração acontece na vida do cristão. Talvez uma forma de entendermos o que é adoração seria começarmos tentando compreender o que ela não é. Vamos analisar alguns pontos:

II.                 Três facetas: atitudes relacionadas ao corpo (físico), a alma e ao espírito.

Deve ser constante em nossos cultos vermos pessoas adorando a Deus de formas diferentes cada um como lhe convém, como se sente melhor, sem contar que também existe a atitude interior que é a mais importante.

- Quem adora "melhor" e como adorar "melhor"?
- Qual a melhor maneira de adorar?
- Qual a melhor posição?
- Rir, chorar, cantar, gritar.

A real preocupação de Deus é com o coração de Seus filhos e não com as posições que tomam para adorar.


A adoração ao Senhor é uma questão extremamente íntima e muito pessoal, algumas pessoas expressam o seu louvor a Deus publicamente de forma muito clara, enquanto outros consideram o seu relacionamento com o Pai tão pessoal que preferem isolar-se dos que estão a sua volta naquele momento. Alguns cristãos cheios do Espírito Santo manifestam a sua adoração ao Senhor em Silêncio, numa plena demonstração de temor e contemplação, isto nos fala de liberdade na adoração. As formas de adoração variam segundo a individualidade de cada um, seja por altos clamores, brados de adoração, sentimentos de louvor ou silêncio, o que realmente importa é estar diante do Senhor com verdadeiro coração de adorador, pois na total diversidade Deus estabelece a unidade.
A adoração devia ser o natural da vida do cristão, afinal de contas fomos feitos com o objetivo excepcional de adorar a Deus, mas o que se vê é que muitos e com certeza a maior parte dos cristãos desconhece o poder vitalício de uma verdadeira adoração.
As pessoas são pressionadas e empurradas para a adoração, são obrigadas a fazer algo que desconhecem.
São mecanizadas e automatizadas para adorar a Deus, deixando de ser algo natural e espontâneo.
Deus não está buscando máquinas especializadas em adoração, Ele anseia relacionamento com seres naturais e espontâneos.
Com isto há alguns pontos que devem ser observados:

1. Não tente forçar a adoração
2. Não imite a adoração
3. Não decore a adoração
4. Não adore sendo obrigado

O nosso relacionamento com Deus reflete-se no nosso relacionamento com os homens, e por sua vez o nosso relacionamento com os homens muitas vezes reflete-se no nosso relacionamento com Deus.


Ø A Bíblia diz: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a Quem não vê – I Jo.4:20.
No entanto, esta falta de sensibilidade para com as coisas aqui na terra podem e têm influenciado a nossa vida com Deus. Tornamo-nos arrogantes, insensíveis, surdos, rebeldes, até mesmo para com Deus, por causa da nossa conduta humana.
Em nosso relacionamento com Deus isto não pode existir! A adoração é comunhão, e não pode haver comunhão sem sensibilidade.
Na adoração somos tocados, transformados, moldados, mas para que isto aconteça é preciso haver sensibilidade, precisamos estar sensíveis ao toque de Deus, a voz de Deus, a orientação de Deus. As pedras devem ser removidas, a dureza de coração também, o coração de pedra deve desaparecer.
O Espírito Santo dá-nos esta sensibilidade, Ele trabalha em nós de formas que durante a adoração (e não só) estejamos sensíveis a Deus.
Deixe que Deus o toque através da tua sensibilidade, e deixe que a tua sensibilidade toque a Deus.

Ø HUMILDADE


Um dos pontos mais importantes ao falarmos da atitude diante de Deus em adoração.
Sabemos bem, que assim como a todos outros pecados, Deus condena a soberba - Um pecado perigosíssimo. Deus diz: “A minha glória, pois, a outrem não darei” – Is.42:8, “Deus resiste aos soberbos porém dá graça aos humildes” – Tg.4:6, “elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei…” – Ez. 28:17.


III.              Quando acontece a verdadeira adoração, três consequências vão se operar.

1. RENDIÇÃO
A. As palavras originais remetem a ideia de prostração.
B. Algumas se prostraram diante de Jesus antes de terem uma experiência com Ele:
a)       Jairo (Mc 5.22).
b)       Um homem cheio de Lepra (Lc 5.12).
c)        Até Satanás fez o gadareno se prostrar diante de Jesus (Lc 8.28).
C. Outros se prostraram diante do Senhor, depois de terem uma experiência com Ele:
a)       Isaías (Is 6.1-8).
b)       Simão Pedro (Lc 5.8).
c)        Mulher de Fluxo de Sangue (Mc 5.33). 
D.  O próprio Jesus se rendeu, prostrando-se no Getsêmani (Mt 26.39).
           
2. INCOMODAÇÃO
A verdadeira adoração leva- nos a incomodar…

A. À Nossa própria carne.
B.  A Satanás (Ez 28.14 – “querubim ungido” – diretor da adoração).
C. Os outros:
a)       Abel incomodou Caim (Gn 4.3-8).
b)       Davi incomodou Mical (2 Sm 6.16-23).
c)        A mulher pecadora incomodou ao fariseu Simão (Lc 7.36-50).

3.  SOLUÇÃO
A.       O Cântico de Moisés (Ex 15.1—14.30,31). Pena que não adoraram ao Senhor como Ele gostaria que fosse adorado. Cantaram o canto certo, mas no lugar errado.
B.       Paulo e Silas (At 16.25).



IV.              O que é adoração?

- Adorar é render-se (do grego: “proskuneo”).
Reconhecer a nossa inferioridade e a superioridade de Deus, colocando-nos à Sua inteira disposição. A ideia básica é a de submissão. Frequentemente o termo é traduzido por “prostrar-se”. Denota o gesto de curvar-se diante de uma pessoa a quem honramos e ir até o ponto de beijar os seus pés.

Ex.: a intenção de Satanás na tentação de Jesus (Mateus 4:9, Lucas 4:7-8). Jesus responde: “Ao Senhor Teu Deus adorarás (proskunesis) e só a Ele darás culto (Mt 4:10).

Além deste termo principal, existem outros termos relacionados, que merecem a nossa atenção:

- Adorar é reverenciar (gr. “sebein”) a Deus, com temor (gr. “phobos”)
O verdadeiro adorador, tem uma reverente preocupação de fazer o que agrada a Deus, e fugir do que agrada ao diabo. João relata : “Sabemos que Deus não atende a pecadores, mas pelo contrário se alguém teme a Deus (gr. “theosebes”, que tem a mesma raiz de “sebein”) e pratica sua vontade, a este atende” (João 9:31). Temos também a mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14, que diz: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:7) Note que temer a Deus, dar-lhe glória e adorar são ações que se intercalam na vida daqueles que estão vivendo no tempo do fim.

- Adorar é servir (do grego “latréuô”)
Este termo é usado por Paulo em Romanos 12:1, para descrever o corpo entregue a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável. Ofertar a Ele toda a nossa potencialidade, capacidade, inteligência, energia, experiência e dedicação. Servir, como reconhecimento da transformação que Ele operou em minha vida. Ele merece o melhor do meu serviço, como forma de gratidão.

Temos de reconhecer não apenas a Sua bondade, como também Sua severidade (Romanos 11:2 – “considerai a bondade e a severidade de Deus”). Reconhecer Sua justiça (Hb 10:31 – “terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”). A santidade de Deus nos estimula a obedecê-lo (I Pe 1:16 – “sede santos, porque Eu Sou santo”).

Notaram como estes conceitos se aproximam da pequena história que contamos no início, sobre o menino do tambor? Ele aproximou-se da divindade, contemplou e compreendeu a Sua santidade; entendeu a sua pequenez diante da majestade do céu; a partir deste entendimento reverenciou a divindade, rendendo-se a ela; e, finalmente, desejou servir, ofertar e doar-se a esta divindade. Isto não é diferente do relato que encontramos em Isaías 6:1-8 e que é considerado por muitos o texto básico para a compreensão do fenômeno da experiência da adoração. Vamos lê-lo:
1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.

2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.

3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória.

4 E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça.

5 Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!

6 Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

7 e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado.

8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

V.                Como Devemos Adorar?
João 4.13-15 quando vivemos em tradições, e não vivemos prosseguindo a conhecer Jesus a tendência é sempre estarmos vazios de Deus e cheios do nosso eu. Mas quando conhecemos o nosso Deus, uma fonte transborda em nossa vida para a vida eterna, quando bebemos dessa fonte, isso nos faz conhecer o verdadeiro Deus e a verdadeira adoração.

"Jesus respondeu: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". A mulher lhe disse: "Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água". João 4.13-15

Agora estamos vendo um ministério cheio do poder de Deus, mas ainda falta alguma coisa, pra concluirmos nesse tema. João 4.20 "Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar". O lugar da adoração, onde devemos adorar, como devemos  adorar, a mulher mostrou claramente que ela foi ensinada e conduzida para locais e rituais de adoração, o que tem acontecido hoje? Quem esta te conduzindo a adoração, como tem sido a atitude deste guia que você tem seguido, não estou aqui falando de seu líder, mas de sua mente, como ela tem te guiado? De que maneira você tem buscado o Senhor? Nossos antepassados, muitas vezes olhamos para as tradições, para as pessoas, os modelos de adoração que outras pessoas tem apresentado e nós temos seguido alguns  modelos pagãos e não temos percebido, ou buscado na Palavra de Deus qual o verdadeiro modelo de adoração que ele aceita.

Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai  nem neste monte, nem em Jerusalém." João 4.21 Jesus mostra neste ponto que a localização do adorador não é nem remotamente mais importante que a atitude do adorador. Deus ele tem observado nossas atitudes. Quer um exemplo? Genesis 4.7 "Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo". Atitudes que  nos  condenam diante do Rei. Caim foi apresentar uma oferta ao Senhor, mas as suas atitudes eram más. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta, observe que primeiro o Senhor agradou-se da vida, para depois agradar-se da oferta, seguindo o texto diz, ao passo que de Caim não se agradou o Senhor e nem de sua oferta. Veja que a pessoa está em primeiro lugar, o intuito do coração. As suas atitudes no momento de adorar tem sido boas ou, más?

João 4.22 "Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus."  Vocês samaritanos adoram o que não conhecem. Isso é uma palavra muito forte, para os nossos dias, muitos tem falado que adora ao Senhor, que é apaixonado pelo Senhor, que não consegue viver sem o senhor, tem muitas letras de novos artistas, podemos colocar desse modo, artistas que se dizem adoradores, quando não são, letras distante da  Palavra da Verdade. Quando Jesus disse pra aquela mulher vocês adoram o que não conhece, porque a salvação vem dos Judeus, ele sabia o que estava falando. Muitos hoje têm gritado sou apaixonado por ti senhor, mas não conhece a Deus. Pra adorar a Deus precisamos conhecer e entender o que sua Palavra diz, quando ele fala em Espírito e em Verdade, a verdade a que ele está se referindo é a palavra de Deus. Precisamos conhecer dentro de sua Palavra o modelo que ele deseja ser adorado., eu não posso adorar a Deus com atitudes erradas, ou com criações minhas, tenho que adorá-lo de acordo com a sua palavra. "No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e  em verdade" João 4.23,24.  No entanto está chegando e de fato já chegou. ELE JESUS O VERBO QUE SE FEZ CARNE, estava ali naquele momento, ele chegou agora temos o caminho pra adoração, Jesus nosso guia, o guia que nos conduz ao Pai.

Em Espírito, para adoração não dependemos de espaço físico. "Deus é Espírito" significa que o espaço físico não o limita. Está presente em todo lugar e pode adorar-se em qualquer lugar, a qualquer hora. Não é onde adoramos o que conta, a não ser como adoramos. É nossa adoração em espírito e na verdade? Tem a ajuda do Espírito Santo? Como nos ajuda o Espírito Santo na adoração? O Espírito Santo intercede por nós  (Rm  8:26), ensina-nos as palavras de Cristo (Jo 14:26) e nos ajuda a nos sentir amados (Rom 5:5).

VI.              ADORANDO A DEUS NO USO DOS DONS ESPIRITUAIS
O dons espirituais de 1 Coríntios 12 devem ser usados conforme 1 Coríntios 14. O que deve regê-los é o amor (1 Coríntios 13). Então nos capítulos 12, 13 e 14 falam quais são os dons (capítulo 12), o que é mais importante que os dons – o amor (capítulo 13), e como o amor deve reger os dons (capítulo 14). É como um maestro e sua orquestra: cada dom tem o seu momento exato, a manifestação dos dons do Espírito Santo soa diante de Deus como uma sinfonia perfeita. Cada instrumento ao seu tempo. Se numa orquestra todos os instrumentos tocarem de forma desordenada não se ouvirá a melodia.
Então, o que fazer quando nos reunirmos? A resposta está em 1 Coríntios 14.26-33. Isto é o que deve ocorrer nos encontros da igreja, no encontro das casas e quando estivermos 2 ou 3 reunidos em nome do Senhor. Há sim uma estrutura básica montada para o encontro, com certa ordem para o louvor, recolhimento de oferta e ministração da palavra, mas isto não deve e não pode impedir a espontaneidade das manifestações do Espírito Santo. Não quero dizer com isto que os nossos encontros estejam errados, e sim, que eu devo tirar de minha mente que a ao chegar ao encontro, a adoração congregacional não terá a minha participação. O culto ao Senhor somos nós (todos nós) que fazemos debaixo da direção do Espírito Santo.


1 Coríntios 14.26 – “O que fazer, pois, irmãos?” A pergunta está relacionada com o que o Apóstolo disse antes sobre os dons de línguas e profecia. Após explicar o que acontece quando só falamos em outras línguas e quando profetizamos, o apóstolo faz esta pergunta, como quem diz “e agora, o que temos que fazer? manifestar um só dom? apenas falar em outras línguas e todos ao mesmo tempo?” “Quando vos reunis, cada um tem…”. Aqui o apóstolo está trazendo clareza sobre a diversidade dos dons.
Contrastando com o que estava acontecendo de só manifestarem um dom e todos ao mesmo tempo. Isto não é uma lista acabada, mas sim uma indicação de coisas que podem acontecer.
  • Salmo – são cânticos, orações, poesias, declarações de amor, de gratidão, de súplica, etc.
  • Doutrina – são mandamentos claros para serem obedecidos.
  • Revelação – é quando um versículo ou um texto se torna claro para mim.
  • Outra Língua – é a manifestação do dom de Línguas.
  • Interpretação – é dar sentido ao que falou em outra língua.
1 Coríntios 14.27-30 -“…não sejam mais do que dois…”. Aqui o apóstolo está orientando a igreja como todos podem participar. A participação deve ser com diversidade nos dons e ordem. A participação não deve ser longa por parte de uma única pessoa e nem muitas pessoas manifestando durante muito tempo o mesmo dom. Isto nos ajudará a ficar atentos a tudo o que está ocorrendo, pois a nossa mente não consegue se prender por muito tempo à mesma coisa. Portanto, quando existe diversidade de manifestações e muitos participando o nosso aproveitamento é melhor.
1 Coríntios 14.28 – 
“Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja…”. Aqui aprendemos que no culto a Deus não pode haver ansiedade. Temos que estar dóceis e sensíveis ao Espírito para saber o momento de participar e o momento de calar. Se não for possível participar hoje, aguardarei o momento que me seja propício.
1 Coríntios 14.31 – “…para todos aprenderem e serem consolados”. Aqui está o objetivo da participação de todos e da diversidade dos dons, pois é praticando o que está nos versículos acima que poderemos colher o que está no versículo 31.
Nesta porção da Escritura aprendemos muitas coisas, mas podemos ressaltar três:
PARTICIPAÇÃO DE TODOS, DIVERSIDADE DOS DONS E SEM ANSIEDADE.



VII.           Os Motivos da Verdadeira Adoração

Deus ainda quer que você lhe ofereça um presente. Ele ainda está esperando e desejando ser presenteado. Mas para compreendermos melhor como presentearmos a Deus e o que Ele quer de presente, vamos ler mais um texto:


Ø Vejamos o texto de Lucas 7

37 E eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo;

38 e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo.

39 Mas, ao ver isso, o fariseu que o convidara falava consigo, dizendo: Se este homem fosse profeta, saberia quem é de que qualidade é essa mulher que o toca, pois é uma pecadora.

40 E respondendo Jesus, disse-lhe: Simão tenho uma coisa a dizer-te. Respondeu ele: Dize-a, Mestre.

41 Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e outro cinquenta.

42 Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais?

43 Respondeu Simão: Suponho que é aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe Jesus: Julgaste bem.

44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou.

45 Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés.

46 Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés.

47 Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.

48 E disse a ela: Perdoados são os teus pecados.

Esta mulher (que alguns acham ser Maria, mas devemos deixar claro que não existe base bíblica para esta ligação) trouxe um presente para Jesus. Qual era o presente que ela trouxe? O vaso de perfume? Oh, que presente maravilhoso! Era um perfume muito caro! Sabemos pelos relatos de Mateus 26 e Marcos 14 que era um perfume caríssimo, sendo que Marcos chega a citar um valor de 300 denários. Sendo o denário o salário usual de um dia de trabalho, aquele perfume custou praticamente o trabalho de um ano inteiro!

Mas, ao examinarmos o texto, Jesus cita o perfume apenas como um dos componentes da ação que a mulher estava executando, juntamente com o lavar-Lhe e beijar-Lhe os pés e enxuga-los com seus cabelos, sem dar qualquer destaque a este presente tão caro! João 4:24 fala : ” Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade
.” Portanto, o verdadeiro presente para Deus não é qualquer coisa material. Ele é o dono de tudo! O que ele quer é um presente do espírito, ou seja, uma atitude de amor, de gratidão e de louvor. O que Jesus enfatizou, quando comentou a adoração desta mulher pecadora foi outra coisa, que o verso 47 destaca: “porque ela muito amou”. Este é o verdadeiro presente da adoração: Um coração transbordante de amor!

Notem a lógica  desta afirmação: Este amor nasce da contemplação. A contemplação acontece na comunhão. Portanto, sem comunhão, não há adoração!

(Eu poderia citar aqui a conhecida passagem de Provérbios 23:26 “Filho meu, dá-me o teu coração” (que é muito usada como frase de efeito), mas estaria tirando o verso de seu contexto ao usa-lo aqui. O contexto correto deste verso é o de um pai que está querendo dar conselhos ao seu filho, e não Deus pedindo o coração do pecador.)

Vejamos este transbordamento de amor, que resulta na verdadeira adoração na vida de mais dois personagens bíblicos:

“Quando Moisés pediu ao Senhor que lhe mostrasse Sua glória, o Senhor disse: “Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxodo 33:19. “Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente. … E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, e encurvou-se.” Êxodo 34:6-8.

A adoração resulta de uma série de atitudes que tomamos, dentre elas a aproximação maior com Deus, pois não são as emoções que determinam nossa adoração, e, sim, a vontade. E a principal decisão nessa questão não é se adoraremos ou não, mas a quem adoraremos. Tão logo deliberamos adorar a Deus, temos diante de nós uma série de escolhas que poderão afetar profundamente nosso culto a ele. Essas decisões, mais que quaisquer outros atos, irão determinar nossa atitude nesse particular.
Adoração é sempre fruto de uma atitude interior.
Jesus nunca falou sobre a maneira como devemos expressar nossa adoração. Ele se preocupou mais com o modo como a adoração se forma em nosso espírito. Há muitos que defendem fervorosamente o seu “método de adoração”. Mas Jesus preocupou-se mais com a atitude do adorador.
Há inúmeros fatores de ordem espiritual, mental e emocional relacionados com a adoração. Ninguém adora a Deus com a mesma intensidade emocional o tempo todo. Entretanto, para adorarmos de fato ao Senhor, nossa atitude e estado de espírito devem ser sempre coerentes com a Palavra de Deus que nos diz em João 4:23: ”Mais a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim adorem”.

Talvez você esteja preocupado em definir qual é o local correto para se adorar a Deus. Seria no Templo?  Seria no monte? Bem, o local físico não é fator preponderante para o Senhor! Ele está seriamente preocupado com a atitude do adorador.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém!

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