Por: Jânio Santos de Oliveira
Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena
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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!
Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra na carta de Paulo a 1 Coríntios 2.16; Romanos 12.2 que nos diz:
"Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo".
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".
A formação da mente do ser humano é apresentada como um processo em que Deus, ao criar o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida, tornando-o um ser vivente. Essa ação divina não apenas deu vida ao corpo físico, mas também dotou o ser humano de uma mente capaz de raciocinar, sentir e tomar decisões, sendo, portanto, um ser criado à imagem e semelhança de Deus.
Deus formou o homem do pó da terra
Em seguida, Ele soprou em suas narinas o "fôlego da vida", que é a alma ou espírito.
A combinação do corpo físico com o fôlego da vida resultou no ser humano como um ser vivente, dotado de mente e consciência.
Essa criação à imagem e semelhança de Deus implica que o ser humano possui características como razão, vontade e capacidade de se relacionar com Deus, refletindo a natureza divina.
A mente humana, criada por Deus, possui capacidade de raciocínio, discernimento e aprendizado, permitindo ao ser humano compreender o mundo e tomar decisões.
As consequências do pecado
A mente humana foi influenciada pelo pecado, levando a escolhas erradas e distanciamento de Deus.
A restauração da mente é possível através da fé em Jesus Cristo e da ação do Espírito Santo, que capacita o ser humano a pensar e agir de acordo com a vontade de Deus.
I. O campo de batalha espiritual na mente.
A mente do ser humano é vista como um campo de batalha espiritual e um centro de decisões e comportamentos. Ela é associada tanto ao intelecto, à capacidade de discernimento, quanto ao coração, onde residem as emoções e a vontade. A mente pode ser direcionada pela natureza humana, levando à morte espiritual, ou pelo Espírito Santo, resultando em vida e paz. A renovação da mente é um processo contínuo de transformação, onde o cristão busca alinhar seus pensamentos com a vontade de Deus.
A Bíblia apresenta a mente como um lugar onde a batalha entre o bem e o mal se trava. Pensamentos e intenções podem levar a ações puras ou impuras. A renovação da mente, por meio da Palavra de Deus e da oração, é essencial para viver de acordo com os princípios divinos.
A mente é o campo de batalha entre as influências do mundo e a direção do Espírito Santo.
Renovação da Mente
O processo de transformação da mente, alinhando-a com a vontade de Deus, é fundamental para a vida cristã.
Sabedoria e Discernimento:
A busca pela sabedoria e o desenvolvimento do discernimento são importantes para a mente humana, guiando-a para o bem.
Vamos verificar agora o que a Bíblia fala sobre a renovação da nossa mente:
"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2).
Este versículo nos ensina que não devemos nos conformar com os padrões do mundo, mas sim sermos transformados pela renovação da nossa mente. Essa renovação nos permite conhecer e experimentar a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita. O versículo enfatiza a importância de uma transformação interior, que se manifesta em uma nova maneira de pensar e agir, alinhada com os princípios divinos.
"Não vos conformeis com este século":
Este trecho nos alerta para o perigo de sermos influenciados pelo mundo e seus valores passageiros. O "século" aqui se refere ao sistema de coisas governado por princípios contrários aos de Deus, onde o egoísmo, a busca por prazeres materiais e a rejeição da verdade são comuns.
"Mas transformai-vos pela renovação da vossa mente":
Esta é a chave para a mudança. A renovação da mente não é um processo automático, mas exige esforço consciente e intencional. Envolve abandonar os padrões antigos de pensamento e adotar uma nova forma de raciocinar, baseada na Palavra de Deus.
"A fim de que proveis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus":
Ao transformarmos nossas mentes, somos capazes de discernir e praticar a vontade de Deus em todos os aspectos da vida. Essa vontade é descrita como boa (desejável e benéfica), agradável (prazerosa e satisfatória) e perfeita (completa e sem falhas).
O apóstolo Paulo nos chama a uma mudança radical, saindo dos padrões do mundo e entrando nos padrões de Deus. Essa mudança começa na mente, com a renovação do nosso entendimento, e resulta em uma vida transformada, onde podemos conhecer e experimentar a vontade de Deus em sua plenitude.
"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4:23).
Este versículo é um chamado à vigilância e cuidado com a vida interior, com o coração como centro das emoções, pensamentos e decisões. Guardar o coração significa proteger-se das influências negativas e cultivar pensamentos, desejos e atitudes que levem a uma vida plena e alinhada com os princípios divinos.
O versículo destaca que o coração, no sentido bíblico, não é apenas o órgão físico, mas o centro da nossa existência, de onde emanam as motivações e ações.
Guardar o coração implica em estar atento aos pensamentos, desejos e emoções que alimentamos, protegendo-nos de influências negativas que podem corromper nossa vida interior e levar a decisões equivocadas.
A ideia é evitar que o mal entre em nossos corações, seja através de pensamentos impuros, desejos inadequados ou emoções negativas, como a raiva, o ressentimento e a inveja.
Ao guardar o coração, cultivamos virtudes como a paz, a fé, a gratidão, o perdão, a sabedoria, o amor e a alegria, que são fundamentais para uma vida plena e feliz.
Guardar o coração também está ligado à busca por um relacionamento íntimo com Deus, através da oração, leitura da Bíblia e adoração, para que a Sua Palavra e Espírito Santo nos guiem e fortaleçam.
"Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo" (1 Co 2.16).
Este versículo, parte de um trecho que trata da sabedoria de Deus em contraste com a sabedoria humana, afirma que os crentes, por meio do Espírito Santo, possuem a capacidade de compreender a mente de Cristo e, portanto, as coisas espirituais.
O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 2, está defendendo a mensagem do evangelho contra aqueles que a criticavam por não ser baseada na sabedoria humana (retórica e filosofia grega).
Paulo diferencia o "homem natural" (aquele que não tem o Espírito Santo) do "homem espiritual" (aquele que tem o Espírito Santo). O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois as considera loucura, e não consegue entendê-las. Já o homem espiritual, por meio do Espírito Santo, consegue discernir e compreender as coisas espirituais.
O versículo 16, "Nós, porém, temos a mente de Cristo", significa que os crentes, ao receberem o Espírito Santo, são capazes de compreender e discernir a mente de Deus. Isso não significa que temos a mesma mente de Deus em sua totalidade, mas que o Espírito Santo nos capacita a entender o que foi revelado a respeito de Deus e de seu plano de salvação.
Ter a mente de Cristo é essencial para viver uma vida cristã plena e compreender os propósitos de Deus. Isso implica em não se apegar apenas à sabedoria humana, mas buscar a sabedoria divina revelada pelo Espírito Santo.
Este texto enfatiza que, por meio do Espírito Santo, os crentes possuem a capacidade de compreender a mente de Cristo, o que lhes permite discernir e entender as coisas espirituais, que não podem ser compreendidas pela sabedoria humana.
Bíblia apresenta a mente humana como um campo de batalha espiritual, um centro de decisões e um lugar de transformação.
A renovação da mente, por meio do Espírito Santo e da Palavra de Deus, é essencial para uma vida plena e alinhada com a vontade divina.
II. O que significa ter a mente de Cristo
Ter a "mente de Cristo" significa alinhar seus pensamentos, atitudes e ações com os ensinamentos e o caráter de Jesus Cristo. É mais do que apenas seguir os ensinamentos de Cristo; é um processo de transformação interior que resulta em um modo de pensar e agir semelhante ao de Cristo, guiado pelo Espírito Santo.
Significa também conhecer a Cristo e sua Palavra mediante a ação do Espírito Santo. Todo cristão genuíno deve viver cada dia de sua vida cristã tendo a mente de Cristo.
O apóstolo Paulo escreve: “Pois quem conheceu a mente do Senhor; para que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Co 2:16).
Esse versículo faz parte de um texto em que o apóstolo dos gentios fala aos crentes de Corinto que a mensagem do Evangelho não repousa na sabedoria humana. Parece que alguns coríntios estavam criticando Paulo por ele não utilizar certas técnicas de retórica. Eles estavam influenciados pela filosofia grega, e cobravam um tipo de evangelho mais atrativo ao gosto do homem. Eles não queriam apenas a pura mensagem do Evangelho, mas que essa mensagem viesse misturada à sabedoria humana.
Mas Paulo sabia que nenhuma técnica de retórica, nenhum discurso eloquente, é capaz de convencer o homem de seu pecado. Por isso ele diz que sua palavra e pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração de Espírito e de poder. A fé genuína do crente não se apoia na sabedoria humana, mas no poder de Deus (1 Co 2:5).
Então o apóstolo fala que a verdadeira sabedoria tem sua origem em Deus, e é comunicada aos santos pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:6-16). O Evangelho está focado na obra redentora de Cristo. O Evangelho é parte do eterno plano de Deus, e o conhecemos através das Escrituras reveladas pelo Espírito. Não há espaço algum para a filosofia humana. O Cristo crucificado é a verdadeira sabedoria, a sabedoria de Deus.
O homem natural não tem a mente de Cristo
No mesmo capítulo em que o apóstolo Paulo fala sobre a importância de se ter a mente de Cristo, ele também fala do homem espiritual e o homem natural. A expressão “homem natural” nesse contexto significa “não-espiritual”. Com isso, seu objetivo é estabelecer um contraste entre o indivíduo destituído do Espírito Santo e o indivíduo que tem o Espírito Santo. O homem natural pertence a este mundo, e sua mente é conformada aos padrões terrenos (1 Co 1:20).
Então nesse sentido o apóstolo diz que o homem natural não pode compreender as “coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura” (1 Co 2:14). A expressão “coisas do Espírito” se refere às verdades espirituais. Essas verdades falam sobre o pecado, sobre a culpa, sobre a necessidade do arrependimento, da fé em Cristo, do perdão, da redenção, da salvação e da vida eterna. Entenda o que é a salvação pela graça.
Então a afirmação bíblica diz que o homem natural não é capaz de compreender a verdade do Evangelho. Ele não aceita as coisas do Espírito, porque lhe são loucura. O motivo disso é que ele não possui a mente de Cristo, mas a mente do mundo. Ele não pode entender aquilo que deve ser discernido espiritualmente (1 Co 2:14).
O homem espiritual tem a mente de Cristo
Já o homem espiritual é um cidadão do céu (Fp 3:20). Ele é peregrino neste mundo (Jo 17:16). Ele é espiritual não porque possui algo de especial em si mesmo, mas porque recebeu o Espírito Santo.
Enquanto o homem natural segue os seus instintos naturais (Judas 19), o homem espiritual segue o Senhor. Enquanto um tem a mente do mundo, o outro tem a mente de Cristo. Enquanto um não aceita e até odeia as coisas do Espírito, o outro gratamente as recebe, as entende e as deseja. Eles são completamente opostos, e não há forma de conciliá-los. Para que o homem natural se torne espiritual, primeiro lhe é preciso nascer de novo (Jo 3).
Isso nos mostra o quão desesperadora é a situação daqueles que não possuem a mente de Cristo. Eles não possuem a presença do Espírito Santo para iluminar seu entendimento a fim de que possam entender tais verdades.
O que é ter a mente de Cristo?
Paulo conclui esse ensinamento fazendo um tipo de citação indireta de Isaías 40:13. A indagação é: “Quem conheceu a mente do Senhor que o possa instruir?”. Imediatamente em seguida vem a maravilhosa declaração: “Mas nós temos a mente de Cristo”.
Isso significa que aquele que é habitado pelo Espírito Santo possui sua mente em harmonia com a mente de Deus. Ele ama a sua Lei, deseja cumprir os seus mandamentos, fazer a sua vontade, anunciar as suas obras e refletir a sua glória.
Ter a mente de Cristo significa mais do que apenas pensar como Jesus, mas também agir, sentir e reagir de acordo com seus ensinamentos e exemplo. Isso envolve humildade, obediência, compaixão e busca pela santidade. É um processo de transformação contínuo, onde o Espírito Santo age na vida do crente, renovando sua mente e direcionando seus pensamentos e ações.
Ter a mente de Cristo é estar unido completamente à Cristo e ter comunhão com Deus. É servi-lo em total gratidão e amor. É compreender a mensagem da cruz através da obra do Espírito Santo. Por isso, em cada um de seus dias, o redimido sempre estará vivendo com a mente de Cristo.
III. Como posso ter a mente de Cristo?
Em 1 Coríntios 2:16, Paulo cita Isaías 40:13 e então faz uma declaração a respeito de todos os crentes: "Temos a mente de Cristo". Ter a mente de Cristo significa compartilhar o plano, propósito e perspectiva de Cristo, e é algo que todos os crentes possuem.
Ter a mente de Cristo significa que entendemos o plano de Deus no mundo - trazer a glória a Si mesmo, restaurar a criação ao seu esplendor original e prover salvação aos pecadores. Significa que nos identificamos com o propósito de Cristo de "buscar e salvar o perdido" (Lc 19:10). Significa que compartilhamos a perspectiva de Jesus sobre a humildade e obediência (Fp 2:5-8), compaixão (Mt 9:36) e dependência piedosa em Deus (Lc 5:16).
Nos versículos bem antes de 1 Coríntios 2:16, observamos algumas verdades sobre a mente de Cristo:
1. A mente de Cristo contrasta fortemente a sabedoria do homem (Vv. 5-6).
2. A mente de Cristo envolve a sabedoria de Deus outrora oculta, mas agora revelada (V. 7).
3. A mente de Cristo é dada aos crentes através do Espírito de Deus (Vv. 10-12).
4. A mente de Cristo não pode ser entendida por aqueles sem o Espírito (V. 14).
5. A mente de Cristo dá aos crentes discernimento em assuntos espirituais (V. 15).
Para ter a mente de Cristo, primeiro devemos ter fé salvadora em Cristo (Jo 1:12; 1 Jo 5:12).
Após a salvação, o crente vive uma vida sob a influência de Deus. O Espírito Santo habita e ilumina o crente, infundindo-o com sabedoria - a mente de Cristo. O crente tem a responsabilidade de ceder à liderança do Espírito (Ef 4:30) e permitir que o Espírito transforme e renove a sua mente (Rm 12:1-2).
IV. Como desenvolver a mente de Cristo.
Tendo sido encorajado por Paulo a ter a “mente de Cristo,” você é capacitado a desenvolvê-la através do ministério do Espírito Santo.
1. Esteja sempre consciente de que Cristo está com você, habitando em você pelo Seu Espírito. Isto eleva toda a vida para um plano mais alto. Não é algo que pode ser alcançado através do esforço humano; é um fato espiritual. Você está comprometido com Cristo, agora Ele é o seu Senhor e tem autoridade soberana sobre você. Ele Se comprometeu com você, vocês estão unidos por aliança. Você vive para Ele, com Ele e por Sua capacitação. Como Paulo, você pode dizer “Para mim, o viver é Cristo” (Fp 1:21). Por isso a mente de Cristo está disponível para você agora.
2. Dependa constantemente do Espírito Santo. Ele limpa, dá poder e nos enche para que vivamos de acordo com o Espírito e não de acordo com nossa natureza pecaminosa, como os ímpios o fazem (Rm 8:4-5). Sua mente é controlada pelo Espírito agora (versos 6-9).
Como agora você vive no plano espiritual, dependa constantemente do Espírito, o seu Consolador sempre presente, para o alertar, lembrar, sugerir ideias, palavras e ações; para o encorajar e motivar; ou para o controlar e refrear. Busque a Sua direção em todas as suas decisões. Nos sufocantes detalhes da vida, procure olhar de relance momento após momento e quase inconscientemente a fim de ver o Seu sorriso, Sua desaprovação ou o Seu questionamento sobre o que você está fazendo ou considerando. Assim como o timoneiro de um barco olha constantemente para o seu compasso e para as estrelas a fim de checar o seu curso e assim como o piloto consulta a todo instante os mostradores do painel do avião, olhe também constantemente, com os olhos da fé, para o Espírito e sinta a Sua aprovação, preocupação ou desaprovação.
3. Deseje, constantemente, satisfazer a Deus. Ter a mente de Cristo é compartilhar a atitude de Cristo, que disse: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8:29).
“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4:34).
“…porque não procuro a minha própria vontade e, sim, a daquele que me enviou” (Jo 5:30).
Deixe esta mesma motivação o controlar ao compartilhar a mente de Cristo. Mais importante para você do que o sucesso, o elogio dos outros, ou os seus próprios desejos, mais importante do que qualquer coisa, deve ser o seu desejo de satisfazer a Deus, de sentir o Seu sorriso de aprovação e o Seu prazer amoroso em você.
4. Respire o espírito de oração constantemente e dê prioridade à oração. A oração era a própria respiração de Cristo quando estava na terra. Ele fazia o que fosse necessário para encontrar tempo e lugar para orar. Ele levantava cedinho para orar, orava à tarde e certa ocasião orou a noite inteira. Ele saía fora da aldeia para ficar a sós com Deus. Ele se afastava dos discípulos para que pudesse ficar a sós com Deus. Ele escalava montes para encontrar um lugar tranquilo para orar. E, vez após vez, onde quer que estivesse, erguia Seus olhos e orava. A oração era tão natural e tão necessária para Cristo quanto a respiração.
Cristo escolheu viver e ministrar durante Sua encarnação usando os mesmos métodos e recursos espirituais disponíveis a mim e a você. Normalmente, quando ministrava, Ele tirava o Seu poder da oração e não por confiar em Sua onipotência divina. Ele orou antes de multiplicar os pães e os peixes e antes de ressuscitar a Lázaro. Ele disse a Pedro que Satanás tentaria destruí-lo mas que Ele oraria por ele.
Hoje Ele reina soberanamente através da intercessão: O Seu trono é um trono de intercessão. Ele “vive para interceder” (Hb 7:25). Ele está “à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8:34).
Ter a mente de Cristo é colocar a oração como prioridade, cobrir e saturar tudo o que se faz com oração, e orar sem cessar. Ter a mente de Cristo é compartilhar o Seu fardo intercessório pela igreja e pelo mundo.
De que maneira você cumpre o seu papel de identificar-se com Cristo servindo como “sacerdotes para servir ao nosso Deus” (Ap 1:6; 5:10)? Uma parte importante é receber, em oração, o constante fluir de direção do Espírito que traz ao nosso coração necessidades específicas de oração.
Oração é ouvir e não só falar. É através do ouvir que, durante a oração, você se identifica com Cristo nas necessidades de oração pelas quais Ele está intercedendo no Seu trono. Desta forma, você será, constantemente, capacitado a fazer a Sua vontade. Somente através da mente de Cristo é possível representar, adequadamente, a Cristo e mediar Sua bênção constantemente aos outros.
5. Assuma e manifeste a humildade de Cristo constantemente. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2:5-8).
Deixe esta humilde atitude de servo guiar, motivar e revestir sua vida em tudo o que diz e faz. Inclua-a na formação de cada decisão que você tomar. Sempre considere os outros melhores do que você (Fp 2:3). Deixe esta atitude cobrí-lo como uma bela vestimenta em tudo o que fizer e acrescente graça em tudo o que disser (Cl 3:12).
A mente de Cristo não é uma mente passiva: ela está, constantemente, buscando obedecer a Deus, viver para Deus e cumprir as tarefas que Deus lhe dá. A sua natureza carnal não deve se projetar em tudo isto. Deixe a atitude cristã de humildade prevalecer. Procure, ativamente, ser como Cristo. Seja totalmente comprometido com Deus e dependente Dele, e faça tudo como ao Senhor (I Co 10:31; I Pe 4:1). Faça tudo no nome de Cristo (Cl 3:17).
6. Reconheça e seja motivado, constantemente, pelo valor supremo do espiritual. Reconheça que o espírito é mais importante do que o corpo e a guerra espiritual mais do que a guerra material. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4:4). Jesus nos assegura que quando colocamos os interesses espirituais em primeiro lugar (Seu reino e Sua justiça), todas as nossas necessidades materiais são supridas (Mt 6:33). Cristo não faz dicotomia entre o espiritual e o físico mas sempre dá o primeiro lugar ao espiritual.
Quando você tem a mente de Cristo você procura o potencial espiritual ou as implicações espirituais em tudo o que faz. Ao viver sua vida normal neste mundo tão real, você dará, consciente e inconscientemente, prioridade às coisas que são espiritualmente importantes. Você lembra: “Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36). Por que obter sucesso material, econômico ou de qualquer outro tipo às custas do sorriso aprovador de Deus?
7. Mantenha constantemente a visão da perspectiva da eternidade. Quando você tem a mente de Cristo você é uma pessoa que vive em dois mundos. Você é um cidadão do céu e da terra. Você reconhece como é tolice colocar a maior parte do seu investimento de tempo, esforço, amor e finanças naquilo que se pode perder a qualquer instante e que nunca durará mais do que um século. Ao invés disso, invista naquilo que resultará em bênção eterna, galardões e alegria.
Quando você fizer suas inúmeras decisões, lembre-se de que tudo nesta terra é temporário, perecível e capaz de se perder rapidamente. Mas tudo que é feito para Deus, em nome de Jesus, e com o desejo de satisfazer ao Senhor, é um investimento eterno. É tão certa a recompensa quanto é que Deus está no céu.
Paulo disse que tudo que fizermos durante a nossa vida, será provado. Tudo o que for considerado ouro, prata e pedras preciosas sobreviverá ao teste do julgamento do fogo de Deus. Mas tudo o que for considerado madeira, feno e palha será queimado e estas partes de nossas vidas serão um prejuízo eterno para nós (I Co 3:11-15). Se você tem a mente de Cristo, continue a avaliar como você gasta o seu tempo. É palha ou ouro?
A mente de Cristo em você o ajudará a compreender quanto do seu tempo gasto em leitura, assistindo programas de televisão que não edificam, e em conversas relativamente sem sentido, se revelarão no dia do julgamento, como madeira, feno e palha. Compreenda que de muitas maneiras você pode fazer seu trabalho comum e cotidiano ao Senhor. Use os seus momentos livres para a oração, lendo a Palavra ou ajudando e abençoando aos outros.
A mente de Cristo pode guiar você em muitas das decisões aparentemente triviais de sua vida diária.
Paulo diz: “O homem espiritual julga todas as cousas” e depois acrescenta “Nós temos a mente de Cristo” (I Co 2:15-16). A palavra grega para “julgar” é anakrino e expressa o processo de questionamento que é essencial para se fazer um julgamento. Envolve pesquisa e investigação a fim de tomar decisões.
Em outras palavras, a pessoa espiritual não apenas segue simplesmente os padrões e exemplos de outros sem questionamento. Ela pesquisa cuidadosamente, observa, pesa as evidências e toma suas decisões da maneira que Cristo o faria, pois tem a mente de Cristo.
Se você tem a atitude de Cristo, coloque o seu coração nas “coisas que são de cima, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus” (Cl 3:1).
Coloque sua mente “nas coisas que são de cima e não nas coisas terrenas” (verso 2). Evite colocar ênfase excessiva nas coisas que o tornarão popular ou rico ou em coisas que lhe darão um “bom divertimento.” Você não desperdiça dinheiro pois sabe o quanto é necessário na vida e quanto bem pode ser feito com ele. Você sabe que pode investi-lo na obra de Deus. Mas o dinheiro não é sua prioridade.
Você valoriza a boa vontade e a boa opinião dos outros mas coloca tudo isto no seu devido lugar, sujeitas à vontade de Deus e para a Sua glória. Você gosta de descansar sozinho ou com a família, mas escolhe distrações que são física, mental e espiritualmente benéficas. Você tenta evitar atividades que desperdiçam muito tempo. Com a mente de Cristo, procure direcionar mais do seu tempo livre e mesmo do seu tempo de aposentado em investimentos eternos.
8. Viva e aja constantemente de maneira a manter sua mente em paz com Cristo. Paulo diz: “E a paz de Cristo domine em vossos corações” (Cl 3:15). A palavra grega brabeueto traduzido como “dominar” significa, literalmente, ser um juiz, para julgar, dominar ou decidir. Paulo fala, em Colossenses 3 das áreas em que a paz de Cristo deve ser o árbitro, a autoridade que decide, entre os membros do corpo de Cristo e em seu próprio coração.
Paulo diz para nos vestirmos de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência (v. 12). Devemos suportar uns aos outros e perdoar qualquer queixa que um tiver contra o outra (v. 13). Devemos fixar todos estes aspectos da armadura espiritual sobre nós com amor (v. 14). Isto preparará o caminho para a paz de Cristo dominar os nossos relacionamentos com os outros.
Depois devemos ser gratos (v.15), alimentando-nos da Palavra de Deus e compartilhando seus ensinamentos com os outros enquanto cantamos e louvamos ao Senhor com graça em nossos corações (v.16). O que quer que façamos ou digamos deve ser com gratidão em nome de Jesus (v.17). É em meio a todas estas instruções que Paulo nos recomenda a deixarmos a paz de Cristo ser o nosso juiz. Devemos atentar para aquilo que aprofunda esta paz e para aquilo que começa a nos afastar dela. Esta paz abençoada nos guiará suave mas firmemente naquilo que devemos ou não fazer, naquilo que devemos ou não dizer.
Paz! Se alguma palavra ou ação aumenta a paz do seu coração e a sua paz com outros, de qual outro guia você precisa? Se alguma coisa rouba a sua paz, evite-a. A orientação é simples assim. A mente de Cristo ensinará você a ser um pacificador, alguém que espalha paz e que a mantém. Ela lhe afirmará: “Esta é a vontade de Deus mas aquela não é.” Então Isaías 26:3 se cumprirá na sua vida: Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti.”
O que pode ser mais essencial e prático se você tem a Palavra de Deus e o Conselheiro que habita dentro de você, o Espírito Santo? O que pode ser mais importante para valorizar e dar ouvidos do que a mente de Cristo? A Bíblia, a voz do Espírito e a mente de Cristo, estas são as fontes básicas para a nossa orientação. Use-as.
V. Características do homem que tem a mente de cristo
“Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”, 1Co 2.16.
Veja bem, quando aceitamos a Cristo, a Bíblia afirma que o nosso espírito é recriado. Nascemos de novo, somos Novas Criaturas em Cristo Jesus! Amém! Deixe eu lhe perguntar uma coisa, o nosso espírito é recriado e isso é um fato, mas o que dizer do nosso corpo, o que dizer da nossa mente? Não foram recriados? Não. Vejam, que em si tratando da mente isso é algo que nós temos que fazer Rm 12:2... “Mas, transformai-vos pela renovação das vossas mentes”. O Apóstolo Paulo disse no Espírito que o homem espiritual tem a mente de Cristo.
O que é ter a mente de Cristo? Significa literalmente ter os mesmos padrões de pensamentos de Cristo; significa ser guiado pelo Espírito Santo na luz da Palavra bendita de Deus. Todos os crentes podem ter a mente de Cristo? Sim. É bíblico afirmarmos isso. Glória a Deus Por isso. Deus quer que tenhamos a exemplo do apóstolo Paulo a mente de Cristo.
Precisamos entender que Deus quer que tenhamos a mente de Cristo, sim, mas daí afirmarmos que já a temos não é verdade. Pouquíssimas pessoas podem realmente fazer tal afirmação. O que dizer então da grande maioria? Todos os crentes têm a mente de Cristo? Não. Foi exatamente isso que Paulo estava afirmando, nem todos têm a mente de Cristo. Quando nascemos de novo o nosso espírito é recriado (Jo 3.3) Amém! Mas, o que dizer do nosso corpo? O que dizer da nossa mente? Continuam as mesmas coisas, não mudou. Para mudar é preciso passar por um processo contínuo destruindo as fortalezas inimigas existentes nelas (2Co 10.4-5; 4.4; 11.3; Cl 1.21) e renovando-as pela Palavra de Deus, conforme (Rm 12.2).
As fortalezas inimigas existem, elas são invisíveis, mas são reais. Existem fortalezas inimigas com objetivos específicos que é contra o conhecimento de Deus, impedem o povo de Deus de crescer, na Graça e conhecimento de Cristo Jesus. O fato da mente humana ser um dos se não o maior, campo de batalha existencial com profunda influência espiritual é comumente aceito por todos, pastores, obreiros, e demais pregadores e estudiosos da Palavra de Deus. Mas, talvez o que não tenha ficado muito claro é exatamente o porquê desta afirmação. A resposta é muito simples: “A mente é o órgão de controle geral do ser humano, quem a controla, controlará também todo seu ser”. Vejamos quais são as características do homem que tem a mente de Cristo:
1. Ele entende as coisas do Espírito de Deus, 1 Cor 2.14, “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.
2. Ele tem discernimento espiritual; 1 Cor 2.15, “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém”.
3. Alimenta-se do alimento sólido 1 Cor 3.1-2, “1 Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. 2 Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais”.
4. Ele conhece as Escrituras, Mt 22.29, “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”.
5. Ele tem a mente renovada pela Palavra de Deus, Rm 12.2, “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ver ainda 1Co 2.16, “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.
6. Manifesta os frutos do Espírito, Gl 5.22-23, “22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.
7. Está num processo contínuo de crescimento na graça e conhecimento, Lc 2.40, “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. Ver ainda 2Co 3.18, “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.
8. Ele é maduro, perfeito, adulto, 1Co 13.11b, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino...” (1Co 2.15) “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém”.
9. Ele já crucificou a carne com sua paixão e concupiscência, Gl 5.24, “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências”.
10. Ele é homem de Oração e Jejum, 1Co 14.18, “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós”.
11. Prega a palavra de Deus não com sabedoria humana, 1Co 2.13, “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. (1 Co 3.19) “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles”.
12. Ele é um ungido de Deus e por Deus, 2 Co 1.21, “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus”.
13. Ele anda no espírito, anda na sua vontade, Gl 5.16, 25, “16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”.
14. Anda pela fé no nome de Jesus Cristo, 2Co 4.18, “não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas”.
15. Ama a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como ele mesmo, 1Co 13.
16. Prega no poder o Espírito Santo, 1Ts 1.5, “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós” .